segunda-feira, 2 de maio de 2011


O OpenCourseWare Unicamp é um portal que tem por finalidade hospedar conteúdos educacionais em formato digital, originários de disciplinas de cursos de graduação e oferecidos à comunidade gratuitamente, observados os Termos de Uso


Disponibiliza amplos espaços para a hospedagem, no intuito de abranger todas as áreas do conhecimento e seus segmentos, tendo como apelo mais forte o compartilhamento.


Inspirado em um consórcio denominado OpenCourseWare, que congrega mais de cem instituições de ensino superior em todo o mundo, para promover e compartilhar conteúdos educacionais, com a missão de fomentar a educação e capacitar pessoas com abrangência global, o OpenCourseWare Unicamp não emite certificados ou diplomas, nem oferece suporte ou assistência dos autores aos usuários sobre o uso e os conteúdos dos materiais disponíveis.


SITE: http://www.ocw.unicamp.br/index.php

Unicamp dá um ótimo exemplo.

Esse é o título da matéria sobre o OCW da Unicamp assinada por Gilberto Dimenstein no jornal a Folha de São Paulo. Confira!


A Unicamp é a primeira universidade brasileira a começar a disponibilizar o conteúdo de suas aulas para qualquer pessoa e sem nenhum custo na internet. Como vai funcionar ainda vamos ver, mas a ideia já saiu do papel --e serve como um belo exemplo de como uma instituição pública pode, com baixo custo, ajudar a educação de um país.

Quanto mais se usarem recursos multimídia, detalhando as aulas, mais atraente o material e mais chance de atrair alunos e ajudar a orientar outras faculdades. Todos, enfim, saem ganhando.

Não imagino que se consiga substituir a força do presencial. A convivência real estimula a criatividade e a resolução de problemas complexos. Já mostrei aqui como as grandes universidades americanas como MIT, Yale, Stanford, entre outras, abriram seus cursos e estão cada vez mais interessantes. Nem por isso são lugares muitos disputados. O que me contam aqui é que isso até estimulou o professor a ir além dos conteúdos, aprimorando suas aulas.

Em http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gilbertodimenstein/908873-unicamp-da-um-otimo-exemplo.shtml



Bolsas de estudo na Europa

O programa Institutos Europeus para Estudos Avançados (Eurias) oferece 36 bolsas de pesquisas em diversas áreas do conhecimento, em instituições da Europa e de Israel, para o ano acadêmico 2012-2013. Candidatos de todo o mundo podem se inscrever pela internet até o dia 31 de maio.
O Eurias é um consórcio de 14 institutos de estudos avançados coordenado pela Rede Francesa de Institutos de Estudos Avançados (RFIEA). As bolsas são oferecidas principalmente para as áreas de ciências humanas e sociais, mas candidatos das áreas de ciências exatas e naturais também podem ser contemplados, caso seus projetos não exijam o uso de instalações laboratoriais.

No ano acadêmico 2012-2013, o programa oferece 36 bolsas, sendo 19 para pesquisadores juniores e 17 para pesquisadores seniores. Os programas de pesquisa nos 14 institutos participantes têm duração de dez meses.

As bolsas totalizam 26 mil euros para candidatos juniores e 38 mil euros para candidatos seniores. Os candidatos selecionados também terão alojamento à disposição, uma ajuda de custo para pesquisas e para despesas de viagem.

Os 14 institutos participantes estão localizados em Berlim (Alemanha), Bolonha (Itália), Bruxelas (Bélgica), Bucareste (Romênia), Cambridge (Reino Unido), Helsinki (Finlândia), Jerusalém (Israel), Lyon (França), Nantes (França), Paris (França), Uppsala (Suécia), Viena (Áustria) e Wassenaar (Holanda).

Os candidatos devem apresentar uma proposta de pesquisa sólida e inovadora, demonstrar a habilidade de atuar além de seu campo de especialização, demonstrar comprometimento internacional bem como publicações de qualidade em foros de grande impacto.

Mais informações: www.2012-2013.eurias-fp.eu
 
Fonte: Agência FAPESP
 

Raízes africanas

 Informações sobre as histórias de africanos transportados à força em navios negreiros – ou tumbeiros, como eram chamadas essas embarcações – pelo Atlântico estão reunidas em um novo site na internet.

Trata-se do projeto African Origins, que utiliza como base informações de 9.453 africanos libertados pelas Comissões Mistas (sistema de tribunais internacionais criado na época para julgar os navios acusados de envolvimento no tráfico de escravos) para fornecer dados sobre quase 70 mil pessoas durante a supressão do comércio transatlântico de escravos no século 19.

Pelo site é possível conferir o resultado de uma série de contribuições linguísticas e culturais do registro de um nome. Durante a busca, o usuário tem acesso a informações como o lugar de origem, o ano de partida e o nome do navio em que estava a pessoa desejada, além de traçar os padrões migratórios de africanos carregados do interior da África para portos no litoral do continente.

“Os registros disponíveis até o momento são de escravos libertados em Havana, na capital cubana. Cada registro é analisado detalhadamente antes de ser incluído”, disse Domingos Dellamonica Jr., programador no projeto que conta com o apoio do Fundo Nacional para as Humanidades, da Universidade Emory e do Instituto W.E.B. DuBois (Universidade Harvard), todos dos Estados Unidos.

Formado em Ciências da Computação pela Universidade de São Paulo, Dellamonica teve mestrado apoiado por Bolsa da FAPESP e concluído em 2007 na mesma universidade. Atualmente, cursa o doutorado na Emory.

Fonte: Agência FAPESP

African Origins: www.african-origins.org

sexta-feira, 29 de abril de 2011

CINE RICIPOL


Após a indicação de O Segredo dos Seus Olhos (El Secreto de Sus Ojos, 2009) ao Oscar de melhor produção estrangeira, o ator argentino Ricardo Darín participou de uma entrevista coletiva e afirmou que "Todo mundo gosta de ouvir uma boa história". Sabendo que no filme ele interpreta um ex-funcionário público que resolve escrever um livro quando se aposenta, essa afirmação ganha um duplo sentido. Estaria ele falando como ator ou personagem?

No filme, Darín interpreta Benjamín Espósito. O tema que ele escolhe para o seu livro é o caso criminal que mais marcou a sua carreira no Tribunal Penal de Buenos Aires. Para ordenar as ideias, ele revê o homicídio que investigou em 1974 e termina repensando as decisões feitas no passado. Nessa busca vai tentar descobrir se consegue encerrar esse caso e alguns capítulos da sua vida. Espósito terá sempre ao lado a tentação da sua impecável superior Irene Menéndez Hastings (Soledad Villamil, atriz revelação do filme) e a companhia do fiel escudeiro Pablo Sandoval (Guillermo Francella, que garante uma participação dramática de peso, algo fora do comum na sua carreira de comediante). Os acontecimentos, assim como os outros personagens que povoarão a história, são apresentados aos poucos, como se saíssem de um conta-gotas controlado com extrema precisão pelo diretor Juan José Campanella.

Apesar de poder ser enquadrado como filme policial, afinal o elemento central à trama é um crime, há poucos tiros e nenhuma explosão. A tradicional adrenalina das perseguições de carro que se acostumou em ver nos filmes hollywoodianos é muito bem substituída por uma bela sequência de imagens aéreas de um estádio de futebol lotado em pleno fervor do jogo. Ou seja, tudo redimensionado a escalas mais humanas e realistas.

As idas, vindas e voltas de cortes temporais fazem os paralelos com o passado dos envolvidos e também com a história argentina. Os meandros da justiça e a época da última ditadura no país são tratados de forma econômica e sem demagogia. Mas, por outro lado, às vezes, fica difícil de entender tanta "argentinidade". São várias as referências feitas a ruas, lugares, personalidades e contexto histórico. Um dado importante para acompanhar melhor alguns desenlaces do filme: o crime se passa na época do governo de Isabel Perón e das ações constantes da "Triple A" (Aliança Anticomunista Argentina), grupo de repressão do Estado que recrutou gente da pior espécie, entre oficiais de polícia exonerados por delitos, civis com fichas criminais e matadores de aluguel.

Baseada no livro La pregunta de sus ojos (A pergunta dos seus olhos), de Eduardo Sacheri, a produção argentina e espanhola é um desses poucos casos em que uma obra é superada pela adaptação. Apesar de não ser desconhecido dos leitores argentinos, o romance de Sacheri (que trabalhou com Campanella no roteiro, acompanhou as filmagens e palpitou em certos momentos) com certeza nunca chegou a 18 semanas consecutivas no topo de nenhum ranking, como fez o filme nas bilheterias argentinas. Na sua sexta semana de exibição, O Segredo dos Seus Olhos já era o filme nacional de maior arrecadação na Argentina e hoje é considerado o mais visto dos últimos 35 anos no país.

O orçamento curto (2 milhões de euros) foi bem distribuído entre as sete semanas de filmagens, os atores de primeira e os cenários simples, mas impactantes - como o edifício central dos tribunais e as cafeterias da capital argentina, que não precisam de retoques, além do já mencionado estádio de futebol do time Huracán. A bela fotografia também merece destaque e o enquadramento só peca pela repetição muito constante dos desfoques de primeiro plano. Parece que a verba só não deu conta de um quesito: a maquiagem. Ao longo dos 25 anos que se passam na história, as marcas do tempo ficam meio forçadas.

O desenrolar dos acontecimentos cria um suspense envolvente e o desdobramento dos personagens contribui com boas surpresas, compondo alguns dos segredos que hipnotiza os olhos de quem vê. Em suma, a indicação ao Oscar é merecida. Agora resta saber como acaba a tal história contada por Darín.

Fonte: Omelete http://www.omelete.com.br/cinema/critica-o-segredo-dos-seus-olhos/


SITE OFICIAL: http://www.elsecretodesusojos.com/

TRAILER

sábado, 9 de abril de 2011